Business Company

 Resumo BABOK 2.0

1.A análise de negócios

"A Análise de Negócios é o conjunto de atividades e técnicas utilizadas para servir como ligação entre partes interessadas no intuído de compreender a estrutura, políticas e operações de uma organização e para recomendar soluções que permitam que a organização alcance suas metas." (BABOK 2.0)

A execução da Análise de Negócios foca na compreensão de como a organização funciona e alcança os seus propósitos e na definição de quais capacidades devem ser possuídas para que ela possa prover produtos e serviços que atendam aos seus clientes.

Este trabalho envolve o apoio à definição e compreensão das metas organizacionais, a compreensão de como essas metas são ligadas aos objetivos específicos, a determinação dos cursos de ação necessários para alcançar as metas e objetivos e por fim, a definição de como as diversas unidades organizacionais e partes interessadas dentro e fora daquela organização interagem.

Os esforços de Análise de Negócios podem ser empregados com o objetivo de compreender a situação atual de uma organização (corporação, unidade de negócio ou até mesmo departamento), conhecida como “AS IS” (como é), uma base para a posterior identificação da necessidade do negócio e da solução, que formará a visão “TO BE” (a ser).

Todavia a principal aplicação da Análise de Negócios é a definição e validação de soluções que atendam as necessidades do negócio, seus objetivos e metas.

 

 

 1.1.Histórico recente da análise de negócios

A Análise de Negócios, como outras importantes disciplinas organizacionais, como o gerenciamento de projetos, surgiu da prática cada vez mais comum das suas atividades e técnicas de forma consistente, agrupada e por determinados membros das organizações que passaram a se reconhecer como praticantes.

Um grupo de praticantes, auto denominados analistas de negócios criou em outubro de 2003 em Toronto, Canadá, o IIBA – International Institute of Business Analysis, o Instituto Internacional de Análise de Negócios. O IIBA destina-se a apoiar a emergente comunidade de Análise de Negócios através de iniciativas como a criação e desenvolvimento da consciência e reconhecimento do valor e da contribuição do Analista de Negócios, a definição do Corpo de Conhecimento de Análise de Negócios (BABOK) e o reconhecimento público através de um programa de certificação com reconhecimento internacional.

O comitê responsável pela definição do Corpo de Conhecimento de Análise de Negócios (Business Analysis Body of Knowledge), conhecido como Guia BABOK, foi formado em 2004 e definiu e esboçou o padrão global para a prática da Análise de Negócios que teve a sua primeira versão lançada em 2005, encontrando-se agora na segunda versão, lançada em 2009.

O Guia BABOK descreve as práticas geralmente aceitas no campo da Análise de Negócios, o seu conteúdo, também baseado em extensa revisão bibliográfica, passou por revisões feitas por praticantes, pesquisas junto à comunidade de Análise de Negócios e consultas feitas a renomados especialistas. As tarefas e técnicas descritas são utilizadas pela maioria dos praticantes de Análise de Negócios e podem ser aplicadas na maioria dos contextos onde ela é executada, na maior parte das vezes. Como qualquer outro conjunto de práticas, o conteúdo do Guia BABOK deve ser adaptado para condições específicas e não ser interpretado como uma imposição a respeito de como devem ser desempenhadas as atividades.

Institucionalmente, o IIBA vem recebendo reconhecimento crescente da comunidade e tem seus esforços potencializados pelos atuais 125 capítulos espalhados pelo mundo.

O Brasil possui atualmente um capítulo estruturado, o Capítulo São Paulo e mais dois capítulos em implantação, no Rio de Janeiro e em Brasília.

 

 1.2.Quem é o analista de negócios?

Os esforços do IIBA visam o reconhecimento do analista de negócios como um profissional de responsabilidades bem definidas, mas isso não quer dizer que para ser considerado membro da comunidade de praticantes seja necessário ter “Analista de Negócios” no seu cartão profissional, basta apenas, executar as atividades presentes no seu escopo.

Consultores, arquitetos do negócio, analistas de processos, gerentes de produtos, analistas de sistemas, product owners são exemplos de profissionais que executam tarefas do escopo da Análise de Negócios. Isso também ocorre com aqueles que desempenham disciplinas relacionadas com o Gerenciamento de Projetos, gestão da qualidade, desenvolvimento de software, e design de interação.

 

 1.3.principais Conceitos

1.3.1.Domínios

 

Na Análise de Negócios, um domínio corresponde à área específica da análise sendo realizada. Esta área pode corresponder a uma organização inteira, uma unidade organizacional, clientes, fornecedores ou mesmo a interação entre a organização e esses públicos.

 

1.3.2.Soluções

 

Para que a organização atenda uma necessidade do negócio, se beneficie de uma oportunidade ou resolva um problema é necessário um conjunto de mudanças em relação à sua situação atual. Este conjunto de mudanças é chamado de solução.

O escopo de uma solução tende a ser mais restrito do que o escopo do domínio no qual ela é implementada (uma mudança nas práticas comerciais de uma organização é mais restrita do que a sua área comercial em si).

O escopo da solução serve de base para a definição do escopo da iniciativa ou projeto destinado a implantá-la.

Cada solução é formada por diferentes componentes de soluções. Cada componente é um método de criação de uma capacidade requerida para que a solução tenha efeito.

Alguns exemplos de componentes de solução são processos de negócio remodelados, estrutura organizacional revisada, regras de negócio, terceirização, aplicações de software / sistemas de informação, redefinição de cargos, políticas comerciais e desenvolvimento de web sites.

No que tange às soluções, cabe à Análise de Negócios o auxílio para que a organização defina a solução ideal para as suas demandas. A solução ideal não consiste naquela que promete os melhores resultados, mas sim, daquela que além de atender as demandas, leva em conta todas as limitações (tempo, orçamento, regulamentos entre outros) sob as quais a organização opera.

 

1.3.3.Partes interessadas

 

Uma parte interessada é uma classe de pessoas afetadas pela iniciativa de forma direta ou indireta. As partes interessadas representam pessoas com as quais o analista de negócios irá provavelmente interagir de alguma maneira.

Classes comuns de partes interessadas envolvem o próprio analista de negócios, os clientes, o especialista no domínio do negócio, o usuário final da solução, o especialista na implementação da solução, o desenvolvedor ou engenheiro de software, profissionais de gerenciamento da mudança organizacional, arquitetos de sistemas, instrutores, profissionais de usabilidade, gerentes de projetos, testadores, agências reguladoras, o patrocinador da iniciativa e fornecedores.

 

1.3.4.Requisitos

 

Um requisito é:


1. Uma condição ou capacidade necessária para uma parte interessada para resolver um problema ou atingir um objetivo.
2. Uma condição ou capacidade que deve ser alcançada ou possuída por uma solução ou componente de solução para satisfazer um contrato, padrão, especificação ou outros documentos formalmente impostos.
3. Uma representação documentada de uma condição ou capacidade como em (1) ou (2)” (IIBA, 2009, p.4)


Para efeitos de estudo da Análise de Negócios, o termo “requisito” é utilizado no seu sentido mais amplo, ou seja, “Requisitos incluem, mas não estão limitados a, condições ou capacidades futuras ou passadas em um empreendimento e descrições de estruturas organizacionais, papéis, processos, políticas, regras e sistemas de informações. Um requisito pode descrever o estado presente ou futuro de qualquer aspecto do empreendimento.” (IIBA, 2009, p. 5)

O sentido amplo adotado para o termo requisito implica a existência de requisitos de diferentes níveis, saídos de diferentes pontos de vista e níveis organizacionais.

No primeiro nível estão os requisitos do negócio que consistem em metas de nível mais alto, objetivos ou necessidades da organização. Esses requisitos descrevem a razão de ser da iniciativa em análise (ou em curso), seus objetivos e as métricas que serão utilizadas para medir o seu sucesso. Os requisitos do negócio alinham a iniciativa à estratégia corporativa e não às necessidades específicas de partes interessadas dentro dela. Os requisitos do negócio são desenvolvidos dentro da área de conhecimento Análise Corporativa.

No segundo nível estão os requisitos das partes interessadas que consistem nas necessidades específicas de todas as partes que possuem interesses em relação à iniciativa. Os requisitos das partes interessadas criam um vínculo entre os requisitos do negócio e os requisitos da solução. Os requisitos das partes interessadas são definidos na área de conhecimento Análise de Requisitos.

Os requisitos da solução por sua vez indicam quais são as características que ela deve possuir para atender aos requisitos do negócio e os requisitos das partes interessadas. Os requisitos da solução desenvolvidos ao longo do desempenho da área de conhecimento Análise de Requisitos e podem ser divididos em dois grupos, especialmente, mas não limitado a uma solução de software. O primeiro grupo se refere aos requisitos funcionais, que descrevem o funcionamento da solução, seu comportamento e as informações que ela irá gerenciar. O segundo grupo contém os requisitos não funcionais, conhecidos como requisitos de qualidade ou suplementares, como eficiência, velocidade, disponibilidade, aparência e as condições do ambiente sob as quais a solução irá operar.

Por fim, existem os requisitos de transição, um conjunto de requisitos temporários, importantes para a implantação da solução, mas necessários somente para que ela seja possível. Esses requisitos não podem ser desenvolvidos até que a solução atual e a nova solução sejam compreendidas e definidas. Geralmente esses requisitos envolvem tarefas como conversão de informações (dados de um sistema antigo para um sistema novo), treinamentos para que a nova solução possa ser operada e capacidades como redundâncias e trabalhos paralelos (processo novo e antigo sendo desempenhados em paralelo, por exemplo).

 

 1.4.Áreas de conhecimento

As áreas de conhecimento da Análise de Negócios agrupam tarefas e técnicas com um objetivo em comum, contudo, elas não indicam uma ordem de execução, como fases em um projeto. Por exemplo, é comum iniciar um esforço de Análise de Negócios pela tarefa “Definir a Necessidade do Negócio”, pertencente à área de conhecimento Análise Corporativa, ou “Avaliar o Desempenho da Solução”, da área de conhecimento Definição e Validação da Solução.

Dentro das iniciativas de Análise de Negócios, o analista costuma percorrer todas as áreas de conhecimento em uma sucessão rápida, de forma iterativa ou até simultânea. Isso ocorre porque as tarefas podem ser executadas em qualquer ordem uma vez que as entradas necessárias estejam disponíveis.

Apesar das áreas de conhecimento não representarem obrigatoriamente, como dito, fases de um projeto. É certamente possível e permissível partir das atividades de Análise Corporativa para as atividades de Análise de Requisitos e então para a Definição e Validação da Solução tratando cada uma como uma fase distinta de um projeto, contudo, essa seqüência não deve ser imposta como uma metodologia para a execução da Análise de Negócios.

 

1.4.1.Planejamento e Monitoramento da Análise de Negócios

 

As tarefas presentes nesta área de conhecimento governam a execução das demais tarefas da Análise de Negócios. Elas cobrem como são determinadas quais atividades serão necessárias para que o esforço de Análise de Negócios seja completo com sucesso. Isso envolve a identificação das partes interessadas, o processo utilizado para o gerenciamento dos requisitos, as técnicas a serem utilizadas e como o sucesso do esforço será avaliado. As principais tarefas desta área de conhecimento são:

  • Identificação das partes interessadas;

  • Definição dos papéis e responsabilidades das partes interessadas dentro do esforço de análise de negócios;

  • Desenvolvimento de estimativas para as tarefas de análise de negócios;

  • Planejamento da forma de comunicação entre o analista de negócios e as partes interessadas;

  • Planejamento de como os requisitos serão abordados, traçados e priorizados;

  • Determinação dos entregáveis que a análise de negócios irá produzir;

  • Definição e determinação dos processos de análise de negócios;

  • Determinação das métricas que serão utilizadas para monitorar o trabalho de análise de negócios;

 

1.4.2.Elicitação

 

E elicitação (em inglês, “Elicitation”) descreve o trabalho dos analistas de negócios no intuito de compreender as necessidades e preocupações das partes interessadas e os ambientes no qual elas trabalham ou operam.

A grande diferença entre o termo “elicitar” requisitos e o termo mais comum “levantar” é o foco na extração das necessidades verdadeiras, que costumam muitas vezes estar explícitas, não se satisfazendo com a simples expressões de desejos superficiais.

A elicitação dos requisitos não costuma ocorrer de forma isolada ou em compartimentos. Requisitos costumam aparecer de forma cíclica durante sessões tanto de levantamento quando de validação.

A elicitação costuma envolver uma combinação de técnicas para que a definição dos requisitos seja executada de forma completa. A definição de quais técnicas serão utilizadas depende de diferentes fatores, como o domínio do negócio, a cultura e o ambiente do negócio, as habilidades do analista e quais tipos de entregáveis de requisitos devem ser criados. As técnicas de elicitação geralmente aceitas são: brainstorming, análise documental, grupos focais, análise de interfaces, entrevistas, observação, prototipagem, workshops de requisitos e pesquisa/questionários.

As tarefas da elicitação envolvem a preparação, condução, documentação e confirmação dos resultados da elicitação.

 

1.4.3.Gerenciamento e Comunicação dos requisitos

 

Conflitos, incidentes e mudanças são inerentes ao processo de definição dos requisitos. O analista de negócios deve saber gerenciar essas situações para garantir que as partes interessadas e a equipe da iniciativa ou projeto permaneçam em acordo a respeito do escopo da solução. Esta área de conhecimento também abrange a definição de como os requisitos são comunicados às partes interessadas e como o conhecimento obtido pelo analista de negócios é mantido para utilização futura.

O objetivo do gerenciamento e comunicação dos requisitos é estender a todos a compreensão dos efeitos das mudanças trazidas pela solução e as ligações entre a solução e os objetivos e metas do negócio.

A comunicação é fator ao mesmo tempo crítico e difícil para o sucesso de qualquer iniciativa, uma vez que as partes interessadas representam pessoas de diversas origens e áreas profissionais.

As tarefas desta área de conhecimento são:

  • Gerenciar o escopo e os requisitos da solução: manutenção do consenso entre as partes interessadas quanto ao escopo genérico da solução e os requisitos que serão implementados;

  • Gerenciar a rastreabilidade dos requisitos: Criação e manutenção dos vínculos entre os requisitos do negócio, das partes interessadas, da solução, os componentes da solução e outros artefatos, garantindo o alinhamento.

  • Manter requisitos para reuso: Gerenciamento do conhecimento sobre os requisitos para uso futuro.

  • Preparar o pacote de requisitos: Estruturação de um conjunto de requisitos de forma apropriada para que sejam comunicados, entendidos pelas partes interessadas.

  • Comunicar requisitos: Conversas, anotações, documentos, apresentações e discussões fazem parte desta questão fundamental para levar as partes interessadas a uma compreensão comum dos requisitos.

 

1.4.4.Análise corporativa

 

Freqüentemente a análise corporativa é o ponto de partida para uma iniciativa, já que suas atividades envolvem a identificação da necessidade do negócio (razão de ser fundamental da iniciativa em análise), problema ou oportunidade, define a natureza de uma solução que atenda a essa necessidade e trabalha para justificar o investimento necessário para a entrega dessa solução.

Os resultados deste trabalho provêm contextualização para a Análise de Requisitos e identificação da solução para uma data iniciativa ou planejamento de longo prazo, pois descreve as atividades de Análise de Negócios que são empregadas para:

  • Compreender completamente os problemas e oportunidades do negócio através da análise da situação do negócio;

  • Compreender a mudança necessária para atender às necessidades do negócio e atingir as metas estratégias através da avaliação das capacidades da organização;

  • Desenvolvimento do plano de negócios e da solução proposta a partir da definição do escopo da solução;

  • Definir e documentar os requisitos do negócio (incluindo a necessidade do negócio, capacidades requeridas, escopo da solução e plano de negócios).

As tarefas da Análise Corporativa são:

  • Definir a necessidade do negócio: Identificar porque uma mudança nas capacidades ou sistemas organizacionais é necessária (a razão de ser da iniciativa). Trata-se da definição do problema para o qual o analista está tentando encontrar a solução. A definição da necessidade do negócio orienta quais soluções serão consideradas, quais partes interessadas serão consultadas e quais abordagens de solução serão aceitas;

  • Avaliar lapsos de capacidade: Identificação de quais são as capacidades necessárias para a organização atender à necessidade do negócio. Essas capacidades (estrutura, pessoas, processos e tecnologia) podem já ser possuídas pela organização, o que faz a mudança tender a ser pequenas, ou não, o que tende a envolver iniciativas mais complexas;

  • Determinar a abordagem da solução: A abordagem da solução deve ser selecionada com base na sua viabilidade para o atendimento da necessidade do negócio. Ela deve ser definida em um nível de detalhe suficiente para a definição do escopo da solução e conseqüente preparação do plano de negócios;

  • Definir o escopo da solução: Definição de quais são as novas capacidades que a iniciativa (ou parte de uma iniciativa) deverá entregar;

  • Definir o plano de negócios: Determinação de se o investimento necessário para a entrega da solução é justificado. Esta justificativa se baseia no valor a ser adicionado ao negócio como resultado da solução implantada em comparação com o custo de desenvolvimento desta solução;

 

1.4.5.Análise de requisitos

 

A Análise de Requisitos descreve a priorização e elaboração progressiva dos requisitos das partes interessadas e da solução para permitir que a equipe da iniciativa ou projeto implemente a solução que deverá atender à necessidade do negócio.

Esta área de conhecimento também envolve a elaboração de modelos do estado atual da organização utilizados para a validação do escopo da solução.

As tarefas da Análise de Requisitos são:

  • Priorizar requisitos: A priorização garante que os esforços são aplicados primeiro sobre os requisitos mais críticos;

  • Organizar requisitos: Criação de um conjunto de visões dos requisitos que sejam compreensíveis, completas e consistentes para as partes interessadas em suas diferentes perspectivas;

  • Especificar e modelar requisitos: Utilizar um conjunto de declarações em texto, matrizes, diagramas e modelos formais para analisar os desejos expressados pelas partes interessadas e/ou o estado atual da organização;

  • Definir pressupostos e restrições: Identificação de fatores além dos requisitos que afetam a viabilidade das soluções;

  • Verificar requisitos: Garantia de que as especificações e modelos atendem ao padrão necessário de qualidade para que possam ser utilizados;

  • Validar requisitos: Garantia de que todos os requisitos apóiam a entrega de valor para o negócio, que eles atendam às suas metas e objetivos e às necessidades das partes interessadas;

 

1.4.6.Definição e validação da solução

 

A Definição e Validação da Solução se destina a determinação de qual solução se encaixa melhor à necessidade do negócio, a identificação de lapsos de capacidades ou falhas em soluções e a determinação de contornos ou mudanças necessárias.

O analista de negócios deve também avaliar o quão bem uma solução entregue atende à necessidade original para qual foi desenvolvida, permitindo que a organização julgue o seu desempenho e eficácia. Isso envolve a avaliação e validação de componentes de soluções como processos de negócio, estruturas organizacionais, acordos de terceirização, aplicações de software entre outros. Por conhecer o ambiente do negócio, o analista de negócios pode avaliar os impactos de cada solução proposta sobre o ambiente.

Estas atividades possuem como objetivo principal a maximização do valor entregue para as partes interessadas.

As tarefas da Definição e Validação da Solução são:

  • Avaliar solução proposta: Avaliação das soluções propostas para a determinação do quão bem elas atendem aos requisitos das partes interessadas e da solução;

  • Alocar requisitos: Alocar os requisitos aos componentes da solução com o objetivo de maximizar o valor entregue ao negócio dadas as opções e alternativas disponíveis;

  • Avaliar a prontidão organizacional: Avaliar se a organização está preparada para o uso efetivo de uma nova solução a partir da compreensão dos seus efeitos;

  • Definir requisitos de transição: Definição das capacidades necessárias para a transição entre a solução existente e a nova solução;

  • Validar a solução: Validar que a solução atende à necessidade do negócio e respostas apropriadas para eventuais defeitos identificados;

  • Avaliar desempenho da solução: Avaliação de soluções em funcionamento para a compreensão do valor que elas entregam em busca de oportunidades de melhoria;

 

1.4.7.Competências de apoio

 

Comportamentos, conhecimentos e outras características que apóiam o desempenho efetivo da Análise de Negócios são abordados nesta área de conhecimento.

As competências de apoio são:

  • Pensamento analítico e solução de problemas: Pensamento criativo, tomada de decisão, aprendizado, resolução de problemas e pensamento sistêmico;

  • Características de comportamento: Ética, organização pessoal e confiabilidade;

  • Conhecimento de negócios: Princípios e práticas de negócios, conhecimento da indústria, conhecimento da organização, conhecimento da solução;

  • Habilidades de comunicação: Comunicações verbais, ensino, comunicações escritas;

  • Habilidades de interação: Facilitação e negociação, liderança e influência, trabalho em equipe;

  • Aplicações de software: Aplicações de propósito geral, aplicações especializadas.

  

 Fonte: Resumo BABOK 2.0 (www.kerber.com.br)